Blog
22.03.2026
Artigo Profissional
Por: Sofia Beirão, Nutricionista
Berberina: o que é, para que serve e o que diz a ciência
Nos últimos anos, a berberina tem ganho destaque na área da nutrição e saúde metabólica. Muitas vezes apelidada de “exercício numa cápsula”, este composto natural tem despertado interesse tanto na investigação científica como na prática clínica. Mas afinal, o que é a berberina, para que serve e até que ponto vale a pena utilizá-la?
O que é a berberina?
A berberina é um composto natural de origem vegetal, pertencente ao grupo dos alcaloides. Encontra-se nas raízes, caules e cascas de várias plantas, como Berberis vulgaris, Berberis aristata, Coptis chinensis e Hydrastis canadensis É considerada o principal composto ativo destas plantas, sendo responsável por grande parte dos seus efeitos biológicos.
Uma história com milhares de anos
A utilização da berberina não é recente. Este composto tem sido usado há mais de 3000 anos em sistemas tradicionais de medicina, como a medicina chinesa e a ayurvédica. Na medicina tradicional chinesa, era utilizada sobretudo para tratar diarreia e infeções intestinais. Já na medicina ayurvédica, era usada em diversas condições, incluindo infeções dos olhos, ouvidos e boca, problemas digestivos, cicatrização de feridas e até distúrbios ginecológicos. Curiosamente, muitas destas utilizações tradicionais estão hoje a ser exploradas à luz da ciência moderna, especialmente no que diz respeito à saúde intestinal e metabólica.
Para que serve a berberina?
Atualmente, a berberina é estudada principalmente pelos seus efeitos na saúde metabólica. A evidência científica mostra que pode atuar em vários sistemas do organismo, sendo particularmente relevante em:
- Controlo da glicemia
- Regulação do colesterol e triglicerídeos
- Apoio na perda de peso
- Saúde intestinal
- Inflamação e stress oxidativo
Grande parte destes efeitos está relacionada com a sua capacidade de ativar uma via metabólica chamada AMPK, frequentemente descrita como um “interruptor que ajuda o organismo a utilizar energia de forma mais eficiente
Berberina e diabetes
Um dos efeitos mais bem estudados da berberina é a sua ação na regulação do açúcar no sangue. Várias meta-análises de ensaios clínicos mostram que a berberina pode:
- Reduzir a glicemia em jejum e a seguir às refeições
- Melhorar a sensibilidade à insulina
Em alguns estudos, os efeitos foram comparáveis aos de fármacos usados na diabetes, embora não deva ser vista como substituto da medicação.
Berberina e colesterol A berberina também apresenta benefícios no perfil lipídico, sendo útil em pessoas com dislipidemia. A evidência indica que pode:
- Reduzir o colesterol LDL (“mau colesterol”)
- Diminuir os triglicerídeos
- Aumentar ligeiramente o HDL (“bom colesterol”)
Estes efeitos contribuem para a melhoria da saúde cardiovascular.
Pode ajudar na perda de peso?
Os estudos em humanos começam a demonstrar alguns benefícios, sobretudo em pessoas com obesidade ou diabetes tipo 2. A berberina parece ajudar através de vários mecanismos:
- Ativação da via AMPK (proteína quinase ativada por AMP), aumentando a queima de gordura
- Redução da produção e acumulação de gordura
- Diminuição dos níveis de leptina (uma hormona envolvida na regulação da saciedade)
- Melhoria da sensibilidade à insulina
Na prática, isto traduz-se numa ajuda adicional — mas não milagrosa. Ou seja, funciona melhor como complemento a um plano alimentar e exercício, não como solução isolada.
Outros potenciais benefícios
Além dos efeitos metabólicos, a berberina tem mostrado:
- Ação anti-inflamatória (reduz citocinas inflamatórias)
- Ação antioxidante (proteção contra stress oxidativo)
- Modulação da microbiota intestinal
- Potencial efeito hepatoprotetor (melhora o “fígado gordo”)
- Efeitos promissores em áreas como SOP (Síndrome dos Ovários Poliquísticos), saúde intestinal e até neuroprotecção
No entanto, muitos destes efeitos ainda necessitam de mais investigação em humanos.
Efeitos secundários mais comuns
A berberina é geralmente bem tolerada, mas pode causar alguns efeitos adversos, sobretudo a nível gastrointestinal, como náuseas, diarreia, obstipação ou desconforto abdominal. Estes efeitos são normalmente ligeiros e dependentes da dose. Interações medicamentosas Um ponto muito importante: a berberina pode interagir com medicamentos, como antidiabéticos (pode potenciar o efeito e causar hipoglicemia), estatinas (medicação para o colesterol) e anticoagulantes. Por isso, deve ser sempre utilizada com acompanhamento profissional.
Segurança e limitações
Apesar dos resultados promissores, ainda existem algumas limitações importantes, nomeadamente a necessidade de mais estudos robustos a longo prazo. Além disso, a qualidade e composição dos suplementos disponíveis no mercado podem variar, o que deve ser tido em conta na prática clínica.
Conclusão
A berberina é um composto natural com uma longa história de utilização e um suporte científico cada vez mais consistente, especialmente na saúde metabólica. Pode ser um excelente aliado no controlo da glicemia, do colesterol e até no apoio à perda de peso, razão pela qual alguns lhe chamam “exercício numa cápsula”.
No entanto, é importante reforçar: nenhum suplemento substitui um plano alimentar equilibrado, atividade física regular, sono adequado e gestão do stress. A berberina deve ser vista como uma ferramenta complementar, que pode trazer benefícios reais quando bem enquadrada e utilizada com acompanhamento adequado.
23.02.2026
Artigo Profissional
Por: Virgínia Marques | Nutricionista na área da Fertilidade e Gravidez Vai tentar engravidar este ano? O que a nutrição pode fazer pela fertilidade da mulher antes da conceção?Quando se fala em gravidez, a maioria das mulheres pensa apenas no momento em que o teste dá positivo. No entanto, a ciência tem mostrado que a saúde do bebé começa muito antes da conceção. O período pré-concecional, idealmente 3 a 6 meses antes de engravidar, é uma janela importante para preparar o organismo para receber um bebé, otimizar a fertilidade e reduzir riscos de intercorrências na gravidez. O corpo feminino precisa de estar metabolicamente equilibrado para gerar vida. Ovulação, qualidade dos óvulos, receptividade do endométrio e implantação são influenciados pelo estado nutricional. Condições como inflamação crónica, resistência à insulina, défices nutricionais, excesso de peso ou magreza extrema podem comprometer estes processos. Idealmente, o organismo deveria ser cuidado ainda antes de engravidar. “Cuidar” significa corrigir carências nutricionais, melhorar a qualidade da alimentação, estabilizar a glicemia, apoiar a função hepática (essencial para o metabolismo hormonal), promover uma boa saúde intestinal e uma boa rotina de sono. Este trabalho prévio, aumenta as probabilidades de uma gravidez saudável e contribui para o desenvolvimento adequado do embrião desde os primeiros dias. Nutrientes com mais destaque na fertilidade feminina: Ácido fólico: essencial para a divisão celular e prevenção de defeitos do tubo neural. Ferro: importante para a produção hormonal e implantação do embrião Iodo: fundamental para o funcionamento da tiroide, tendo esta um impacto significativo na fertilidade. Vitamina D: participa na regulação imunitária e hormonal Ómega-3: contribui para a redução da inflamação e ajuda a melhorar a qualidade dos óvulos. Zinco: importante para a maturação e qualidade dos óvulos Apesar da suplementação por vezes ser necessária, os alimentos continuam a ser a base insubstituível de uma boa nutrição. Quando indicada, a suplementação deveria ser sempre orientada por um profissional qualificado, para garantir que é eficaz e não acarretar riscos. Então o que comer para melhorar a fertilidade? Para além de corrigir eventuais carências nutricionais, um padrão alimentar de estilo mediterrânico tem sido associado a melhor qualidade de óvulos e maior taxa de gravidez, mesmo em casos de tratamentos de procriação medicamente assistida. Este padrão alimentar é caracterizado pela presença de: Vegetais – consumidos tanto crus em saladas como cozinhados Fruta – com especial atenção às variedades vermelhas, roxas e alaranjadas pelo seu potencial benefício na fertilidade, embora todas sejam importantes Leguminosas Peixe – idealmente 2 a 3 vezes por semana Cereais integrais Azeite como principal fonte de gordura Frutos oleaginosos A ingestão adequada de proteína e gorduras saudáveis é igualmente importante para a produção hormonal. Para apoiar o sistema reprodutor é ainda importante: Evitar dietas muito restritivas como a eliminação de grupos alimentares sem orientação e o consumo excessivo de cafeína e álcool. Dietas ricas em açúcares simples, farinhas refinadas e ultra processados também devem ser desencorajados, uma vez que estão associadas a descontrolo glicémico, resistência à insulina, podendo, com isso, interferir com o equilíbrio hormonal e ainda impactar negativamente na qualidade dos óvulos. Preparar uma gravidez é um investimento na saúde futura da mãe e do bebé. A nutrição na preconcepção é o primeiro passo para um início de vida mais saudável.
05.01.2026
ARTIGO PROFISSIONAL
Por: Dra. Daniela Rodrigues | Médica Pneumologista com certificação europeia em Medicina do Sono na Rede Trofa Saúde Vamos “acordar para o sono”? O sono representa uma parte essencial da nossa vida. Apesar de ser um momento caracterizado pelo descanso, o nosso organismo não está totalmente “quieto” enquanto dormimos. Na verdade, algumas das suas funções estão, particularmente, ativas durante o sono como: a limpeza de toxinas cerebrais, a regeneração celular, o reforço do sistema imunitário e o armazenamento das nossas memórias. Quando dormimos pouco, é comum um aumento da irritabilidade, impulsividade e ansiedade bem como, menos capacidade de concentração e produtividade. Também o aumento de peso pode advir de um mau sono. Um sono insuficiente altera os níveis das hormonas que regulam a saciedade, promovendo a tendência para comer de forma desregrada e para escolher alimentos mais calóricos. A longo prazo, dormir menos do que as 7-9 horas recomendadas para o adulto, aumenta o risco de hipertensão, diabetes, doença cardiovascular e cerebral. Ainda assim, um sono em quantidade não basta, pois é possível dormir todas as horas recomendadas e acordar até mais cansado do que se deitou. Existem várias causas para um sono de má qualidade, nomeadamente, o incumprimento das medidas de higiene do sono, a dor crónica, o uso inadequado de medicação, a insónia e a apneia do sono. Como está o sono em Portugal? Em 2019, um questionário realizado pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), com adultos com ≥25 anos, concluiu que: 46% dos inquiridos dormia 6 horas ou menos por noite; 32% considerava o sono razoavelmente mau, ou mau. Num outro inquérito, divulgado em 2023 pela SPP, os resultados não foram mais animadores: 75% das pessoas dormia menos de 7 horas por noite e 19% dormia menos de 6 horas; 52% dizia que raramente, ou apenas às vezes, dorme bem; 22% demorava mais de 30 minutos a adormecer; 44% já tinha tomado medicação para dormir e 12,5% referia uso diário dessa medicação. É fundamental olharmos para estes números para mudarmos o cenário do sono e, consequentemente, a qualidade de vida da nossa sociedade. 8 medidas simples e eficazes para melhorar o seu sono: Cumprir horários regulares de deitar e levantar (evitar dormitar no sofá antes de ir para a cama); Exposição à luz de manhã (20 min); Evitar café e outras bebidas energéticas após o início da tarde; Moderar o consumo de álcool (pode facilitar o adormecer, mas piora a qualidade e fragmenta o sono); Manter o quarto fresco, escuro e silencioso; Evitar exposição a ecrãs pelo menos 2 horas antes de dormir; Evitar usar o quarto para atividades relacionadas com o trabalho. “Check-up” do sono - 6 sinais de alerta: É recomendável procurar uma avaliação em consulta de medicina do sono se: ressona alto e tem pausas na respiração referidas pelo seu companheiro(a); acorda frequentemente, sem motivo, a meio da noite; demora mais de 30 min a adormecer na maioria das noites; acorda cansado apesar de dormir as horas recomendáveis; tem sonolência durante o dia (adormece em reuniões, a ver TV, a conduzir) ou dores de cabeça ao acordar; necessita de medicação para dormir de forma regular há semanas/meses. Em resumo, o sono é um pilar fundamental para a saúde, à semelhança de uma alimentação saudável e da prática de exercício físico. Porque cuidarmos do sono é cuidarmos de nós, está na altura de acordarmos para o sono para vivermos mais e melhor !
11.12.2025
ARTIGO OPINIÃO
Por | Inês Neves A magia do mês de Dezembro tem um lado mais sombrio que muitos sentem, mas poucos falam. O último mês do ano é considerado o mês mais stressante para muitas pessoas e, por esse motivo, associa-se ao fenómeno conhecido como "Dezembrite" ou "Síndrome do Fim de Ano". Este fenómeno é sentido, sobretudo, quando fazemos o, muitas vezes, doloroso balanço do ano, associado à pressão de metas não alcançadas, excesso de compromissos, gastos com festas e presentes, enquanto, se vivem momentos de alegria e de saudade dos nossos entes queridos. Uma mistura de sentimentos que resultam em ansiedade, irritabilidade e exaustão emocional. As principais causas de stress associadas ao mês de dezembro: Pressão e Expectativas: sensação de que "o tempo está a acabar" e necessidade de cumprir resoluções de Ano Novo. Financeiras e Logísticas: gastos elevados com presentes, ceias, jantares de Natal, organização de festas e correria em superfícies comerciais. Emocionais e Sociais: expectativas de felicidade, mudanças de rotina, encontros sociais forçados, sentimentos de insuficiência, tristeza pela ausência de familiares ou balanço do ano - reflexão sobre perdas, fracassos e projetos não realizados. Solidão/Conflitos Familiares: reencontros que podem intensificar problemas afetivos ou a sensação de solidão. Sobrecarga: o acumular de tarefas de trabalho antes das férias para garantir os objetivos, aumento de compromissos e habituais mudanças na rotina, para se poder cumprir esses mesmos compromissos. Se estás a sentir tudo isto, não tenhas vergonha, nem te sintas fraca. Não estás sozinha e além disso, existem soluções e estratégias que te podem ajudar a sobreviver a este mês. Os profissionais recomendam organização e foco no que realmente interessa. Organizar tarefas, focar no lazer, passar tempo de qualidade com entes queridos, evitar comparações e “autocobranças” e, se sentirmos necessidade, procurar ajuda. É preciso estar vigilante porque este fenómeno reflete stress real e pode, mesmo, agravar quadros de ansiedade ou depressão. Como Lidar com a “Dezembrite”: Organiza-te: usa agendas, blocos de notas e listas para delegares tarefas e diminuíres a sobrecarga. Cuida-te: investe em lazer, atividade física, gestos de autocuidado, como por exemplo, pequenos momentos de sol e de contacto com a natureza. Descomplica: não te sintas obrigada a participar, ou a te envolveres, em tudo ou comprar presentes para todos. Valida os teus sentimentos: permite-te sentir, acolhe e aceita os momentos de tristeza. Não te cobres tanto, nem sejas tão dura e exigente contigo mesma. É importante teres compaixão por ti e amor-próprio. Conecta-te: passa tempo de qualidade com quem mais gostas, mas evita comparações, sobretudo, perante aquilo/aqueles que te rodeiam. Especial atenção ao que vês nas redes sociais. Planeia com calma: revê metas sem culpa, foca-te no que é realizável para o próximo ano. Procura ajuda: se os sintomas de ansiedade ou depressão forem intensos e estiverem a afetar o teu dia-a-dia, procura um psicólogo ou psiquiatra. Se queres continuar a colecionar boas memórias com quem mais gostas, nesta e em todas as épocas do ano, o melhor conselho que te podemos dar é: não esperares para começares a cuidar de ti e a escolheres-te todos os dias do ano. Colocares-te em primeiro lugar é o melhor ato de amor, que não vai deixar ninguém indiferente. Costuma-se dizer que – “o melhor presente é estar presente” – mas que essa presença seja leve, plena de saúde, bem-estar e amor-próprio. Boas festas e confia, vai dar tudo certo!
20.10.2025
Artigo Profissional
Por: Marta Ribeiro Teixeira | Dermatologista da Clínica Espregueira no Porto A nossa pele funciona como uma verdadeira barreira que comunica e nos defende do meio exterior. É um escudo protetor que está constantemente a ser posto à prova. Por este motivo devemos cuidar muito bem da nossa pele, sendo que para isso existem três passos fundamentais: limpeza, hidratação e fotoproteção. A limpeza da pele constitui o primeiro passo de qualquer rotina de cuidados de skincare que nunca deve ser desvalorizado. Tem como objetivo remover partículas que se depositam na nossa pele durante o dia, células mortas, resíduos da produção das glândulas da própria pele (sebo e suor), mas também de produtos cosméticos acumulados ao longo do dia. Uma limpeza correta da pele permite que a barreira cutânea mantenha a sua integridade, os seus processos fisiológicos e o seu microbioma. Além disso, uma limpeza adequada melhora a oxigenação e a microcirculação cutâneas, ajudando a manter a pele saudável e jovem durante mais tempo. E uma pele saudável significa também uma pele mais bonita, uniforme e com menor risco de desenvolver doenças, como são exemplos a acne, a rosácea e os eczemas. A limpeza correta da pele potencia também a absorção dos princípios ativos aplicados posteriormente durante a rotina de skincare, o que permite aumentar o seu efeito. Por outro lado, uma limpeza excessiva ou com produtos agressivos pode comprometer a função de barreira da pele, conduzindo a quadros de irritação, desidratação e eczema. Assim, o equilíbrio é determinante: limpar sem agredir. A limpeza da pele deve ser realizada duas vezes por dia, ou seja, de manhã para remover os restos dos cosméticos usados na noite anterior e à noite para eliminar todos os resíduos acumulados durante o dia, assim como dermocosméticos, protetor solar e maquilhagem. A temperatura da água deve ser morna, evitando não só temperaturas altas, que removem lípidos protetores, mas também a água fria, que reduz a eficácia da limpeza. Devem ser usados produtos com um pH semelhante ao da nossa pele e com ingredientes que respeitem a barreira cutânea. A escolha do produto de limpeza e seus ingredientes deve ser adaptada às necessidades da pele, as quais podem variar ao longo das estações do ano, da fase da vida e com a presença ou não de determinadas patologias. Nos últimos tempos tem vindo a ganhar relevância o uso de máscaras de limpeza com carvão ativado. Este ajuda a limpar eficazmente a pele, purificando-a, absorvendo o excesso de oleosidade, resíduos e toxinas acumuladas nos poros, deixando a pele mais limpa, com aspeto mais uniforme e com mais luminosidade. Os benefícios desta substância podem ser potenciados com a presença de ingredientes como a niacinamida, a qual contribui para a regeneração da barreira cutânea, reduz a vermelhidão, controla a produção de sebácea e ajuda na uniformização do tom da pele. O uso regular (três vezes por semana) de uma máscara de limpeza que combina estes dois ingredientes promove uma textura e tom de pele mais uniformes, poros menos visíveis, mais luminosidade além de ajudar a prevenir o aparecimento de lesões de acne, sendo um complemento muito interessante na rotina de cuidados faciais.
14.10.2025
Artigo Profissional
Por: Dra. Andreia Filipe Vieira, psicóloga especialista em psicoterapia psicodinâmica Vivemos em ritmo acelerado e queremos ser tudo: fortes, presentes, impecáveis. No trabalho, em casa, nos afetos. E, no meio dessa pressa, esquecemo-nos de ouvir o corpo. Ele fala connosco, com o coração que dispara, o peito apertado, a insónia que chega de madrugada. Chamamos-lhe ansiedade e stress. Mas, muitas vezes, é simplesmente a mente e o corpo a pedirem pausa. A ansiedade é a resposta do corpo a algo que sentimos como ameaça. Na minha visão como psicóloga, reparo que a ansiedade é muitas vezes vista como o problema, mas a verdade é que ela até pode ser nossa aliada. Visto funcionar como mecanismo de defesa contra os perigos, se não tivéssemos nenhuma ansiedade, atravessaríamos a rua sem olhar, corríamos risco de vida constantemente. O problema é quando esta ansiedade se torna um excesso, e se transforma numa prisão e num bloqueio para o nosso crescimento pessoal e emocional. Quando o corpo vive em alerta constante, a mente nunca descansa. E tudo se torna demasiado. O pensamento acelera, o sono fica afetado, o cansaço instala-se. Ficamos num modo de sobrevivência, a tentar controlar o que nem sempre pode ser controlado. O stress surge quando as exigências ultrapassam os nossos recursos. Pode vir do trabalho, das relações, das expetativas. E, nas mulheres, há um peso particular: o de querermos dar conta de tudo e de todos, de corresponder e de não falhar. Mas ninguém aguenta viver em alerta permanente. E de facto, quando queremos controlar tudo e cuidar de todos, esquecemo-nos de cuidar de nós próprias. O que precisamos de saber é simples e, ao mesmo tempo, difícil de aceitar: sentir ansiedade não é sinal de fraqueza, é sinal de humanidade, é apenas o nosso corpo a pedir escuta e maior atenção. O problema não é sentir, é ignorar o que se sente. Porque quando silenciamos emoções, elas encontram sempre outra forma de se fazer ouvir. E é aí que o corpo fala mais alto: através da dor, da tensão, da fadiga, da falta de ar e da sensação de sufoco. Resistir à ansiedade não é lutar contra ela, é aprender a viver com ela. É escutá-la com curiosidade, não com medo. É perceber o que ela tenta dizer. Talvez esteja a ultrapassar limites há demasiado tempo. Talvez esteja a cuidar de todos menos de si. Talvez precise de abrandar, não porque é fraca, mas porque é humana. Para além disso, talvez esteja a exigir demasiado de si, esse “cuidar de todos”, vem de raízes e crenças familiares? culturais? ou também de alguma necessidade de validação e aceitação por parte do outro? Introspecção e compreender a causa é também sem dúvida, a melhor forma de reduzir a sintomatologia ansiosa, caso contrário, só iremos colocar um penso rápido na ferida. Não obstante, existem gestos que fazem a diferença: respirar devagar, desligar o piloto automático, dizer “não” sem culpa e permitir-se falhar. Falar sobre o que sente com alguém que a ouça sem julgamento. Acrescento ainda, que muitas vezes vivemos em alerta constante, como se a qualquer momento ficássemos sem chão, e o que muitas vezes não sabemos é que, se calhar noutra fase da nossa vida tivemos que dar conta de tudo sozinhas, e essa crença instalou-se na nossa mente como um alerta de que: “se eu não sentir que tenho tudo sob controlo, o meu mundo pode desabar”. No entanto, quanto mais tentamos controlar o impossível, mais nos perdemos.
04.10.2025
ARTIGO PROFISSIONAL
Por: Dra. Isabel Hermenegildo, especialista em Ginecoestética e Presidente da Comissão de Ginecoestética da Sociedade Portuguesa de Medicina Estética Menopausa: como se sentir GIRA nesta fase da vida A menopausa. Aquela fase da vida a que chegamos inevitavelmente. Mas que é precedida pela pré- menopausa período em que já pode sentir alguns sintomas, mas ainda não mergulhou em pleno na menopausa, nesta fase de transição é essencial, aconselhar-se com o seu médico por forma a optar que tipo de terapêutica vai utilizar. Se é mulher e ainda não chegou lá, um dia vai chegar. Se conhece alguém que esteja a passar por isso (mãe, irmã, tia, amiga) este artigo também é para si. Sim, porque a menopausa afeta a mulher, mas também todos os que a rodeiam. E quanto mais preparados estivermos, melhor! A menopausa traz mudanças hormonais que podem causar em ⅔ das mulheres afrontamentos, insónias, mudanças de humor (sim, as mudanças de humor não são um mito,), cansaço extremo e até dificuldades de concentração. Empatia e paciência são a chave. Pequenos gestos como dar espaço para falar sobre o que está a sentir, respeitar os seus momentos e compreender que o seu corpo está a passar por transformações ajudam muito, não se alarme se lhe parecer que as gorduras corporais se começam a distribuir de uma nova forma (cintura e barriga) e se a dieta que sempre resultou agora demora mais a obter resultados. No trabalho, por exemplo, um ambiente de compreensão pode fazer toda a diferença nos dias mais difíceis.O apoio emocional também é essencial. Ter alguém que a incentive a cuidar de si, a fazer exercício, a relaxar e a manter uma rotina saudável é precioso. Cuidarmos de nós pode fazer milagres. Na parte sexual, algumas mulheres referem uma melhoria pois perdem o receio de engravidar, podendo usufruir melhor. Outras referem menor lubrificação e maior dificuldade em atingir o orgasmo. Comunicar é necessário: partilhe o que sente, para que possa ser mais bem entendida e até ajudada por quem está à sua volta. Ninguém tem de sofrer em silêncio e aceitar tudo como uma inevitabilidade! Há muitas formas de aliviar os sintomas e tornar esta transição mais tranquila: - O exercício físico: ajuda a equilibrar as hormonas e melhora o humor. Basta uma caminhada diária, ioga ou dança para sentir a diferença. - Alimentação: reduza açúcar, cafeína e álcool, e aposte em alimentos ricos em cálcio e ómega-3 para proteger os ossos e o coração. - Dormir bem: rotinas relaxantes antes de dormir, um quarto arrumado e confortável, e menos ecrãs antes de deitar podem melhorar muito a qualidade do sono. - Mindfulness, meditação, respiração: estão na moda e são técnicas de relaxamento que ajudam a controlar o stress e a ansiedade, que podem aumentar nesta fase. - Usar produtos de higiene íntima e lubrificantes recomendados pelo seu profissional de saúde e adequados a esta nova realidade - Também muito se fala de suplementos, e de facto há opções interessantes que podem ajudar nesta fase, nunca esquecendo que cada caso é um caso e é importante consultar um profissional de saúde para perceber o que realmente precisa. Quando inicia a sua busca online ou uma amiga lhe recomenda um produto, não esqueça que seja um produto botânico ou suplementos, estes devem possuir quantidades eficazes dos produtos ativos, mas que não causem efeitos indesejados. Eis alguns exemplos: ✔️Isoflavonas de soja – ajudam a equilibrar as hormonas e reduzem os afrontamentos. ✔️Ómega-3 – excelente para a saúde do coração e da mente. ✔️Vitamina D e Cálcio – essenciais para a saúde óssea. ✔️Magnésio – melhora o sono e reduz a irritabilidade. ✔️Melatonina - melhora a qualidade do sono. ✔️Gingco Biloba - melhora a qualidade do sono, dificuldades de concentração e memória. ✔️Trevo vermelho (Trifolium pretense) - tem isoflavonas responsáveis por um efeito similar aos estrogénios, ajudam a equilibrar as hormonas e reduzem os afrontamentos. ✔️Erva negra (cohosh-cimicifuga racemosa) – atua nos recetores serotoninérgicos e alivia os afrontamentos e melhora o humor. A menopausa não é o fim de nada – é só uma nova fase da vida, uma nova porta que se abre. Não se esqueça que é GIRA antes, durante e depois da menopausa!
15.07.2025
Artigo Profissional
Por: Dr. David Valverde |Médico especializado em medicina estética e mestre em tricologia e microtransplante capilar. Estamos todos lembrados do momento mais marcante da cerimónia dos Óscares,em Hollywood, nas últimas décadas: a bofetada que o ator Will Smith deu aoanfitrião da cerimónia Chris Rock, em 2022. Tudo por causa de uma piada que o ehumorista fez em relação ao aspeto da mulher do ator, Jada Pinkett, queapresentava um look calvo e que, como se soube posteriormente, sofre dealopecia.O que é a alopecia feminina e porque devemos falar mais sobre elaDurante muito tempo, a queda de cabelo foi vista como um problemapredominantemente masculino. No entanto, a alopecia - nome técnico para aperda anormal de cabelo - afeta milhões de mulheres em todo o mundo, dediferentes idades e estilos de vida. É uma condição que pode surgir de formasilenciosa, mas cujas consequências vão muito além da estética: afeta aautoconfiança, a feminilidade e o bem-estar emocional.Falar sobre alopecia feminina é, portanto, uma forma de quebrar tabus, oferecerapoio e, acima de tudo, mostrar que existem soluções eficazes e acessíveis pararecuperar não só os fios perdidos, mas também a autoestima. Causas mais comuns A alopecia feminina pode ter diversas origens. Entre as causas mais frequentesestão:Alterações hormonais (como pós-parto, menopausa, síndrome dos ováriospolicísticos);Predisposição genética;Stress prolongado ou traumas emocionais;Doenças autoimunes, como a alopécia frontal fibrosante ou a alopecia areata(associada fortemente a fatores emocionais);Défice nutricional (ferro, vitaminas do complexo B, zinco e selénio);Uso excessivo de químicos e calor nos cabelos. Embora a ideia comum seja associar a queda de cabelo ao envelhecimento, averdade é que muitas mulheres jovens, ativas e saudáveis também enfrentam esteproblema. Estudantes universitárias, mães recentes, profissionais em cargos dealta responsabilidade… São muitos os rostos da alopecia e todos merecematenção de forma individualizada. Impacto emocional e psicológico O cabelo, para muitas mulheres, é a sua identidade. Perder cabelo, em especialde forma visível, pode gerar sentimentos de vergonha, ansiedade e até depressão.O reflexo no espelho deixa de ser familiar e é muito comum que as pessoas secomecem a fechar sobre si, evitando eventos públicos e o olhar - muitas vezesreprovador – dos outros.Na Valverde Clinic testemunhamos diariamente histórias de mulheres quechegaram até nós depois de meses ou anos em silêncio. O primeiro passo dotratamento, muitas vezes, é saber ouvir: entender o que aquela perda significapara cada paciente e garantir que a mesma percebe que não está sozinha. A boa notícia é que a medicina capilar evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, épossível tratar e reverter diferentes tipos de alopecia com técnicas eficazes,seguras e minimamente invasivas. Na Valverde Clinic oferecemos uma abordagem integrada e personalizada paracada paciente. Entre os tratamentos que realizamos, destacam-se: •PRP (Plasma Rico em Plaquetas): Técnica que utiliza o próprio sangue dapaciente para estimular os folículos capilares. Seguro, natural e comexcelentes resultados. •Microagulhamento Capilar: Um tratamento minimamente invasivo queaumenta a irrigação sanguínea estimulando os folículos capilares.Promove igualmente a produção de colagénio e elastina, fundamentaispara um crescimento capilar saudável. •Mesoterapia capilar: Aplicação de substâncias diretamente no courocabeludo, promovendo nutrição intensa e reativação da circulação local. •Tratamentos Anti-Queda: Personalizados para combater problemasespecíficos e restaurar o equilíbrio capilar com acesso à vanguarda dosúltimos tratamentos farmacológicos. Cada paciente passa por uma avaliação minuciosa com recurso a tecnologiaprópria, associada a análises clínicas, genéticas, historial de saúde e estilo devida, para que possamos indicar o plano mais eficaz. Acreditamos que, destemodo, o sucesso do tratamento está no acompanhamento próximo ehumanizado, com revisões regulares e ajustes conforme a resposta individual. Recuperar a autoestima é possível Sabemos que procurar ajuda nem sempre é fácil. Mas queremos reforçar que nãoestá sozinha e que há esperança. Na Valverde Clinic acompanhamos diariamentemulheres que chegam cabisbaixas e, após algumas sessões, voltam a sorrir comsegurança e brilho no olhar."Pensava que nunca mais me sentiria bonita com o meu cabelo. Hoje, vejo novosfios a crescer e sinto que recuperei uma parte de mim", lembra C.S., uma pacienteque chegou até mim profundamente desanimada.Se está a viver com queda de cabelo, saiba que não é preciso aceitar essacondição como definitiva. A medicina tem hoje ferramentas poderosas pararestaurar os fios e a autoestima. O mais importante é procurar ajuda especializadao quanto antes. Na Valverde Clinic estamos ao seu lado em cada etapa destajornada: com conhecimento, empatia e resultados reais.
24.06.2025
Artigo Profissional
Virgínia Marques | Nutricionista especializada em Fertilidade e Gravidez Endometriose e Intestino: a relação que ninguém esperava O que é que o seu intestino tem a ver com a dor? A endometriose é uma doença ginecológica complexa caracterizada pela presença de tecido semelhante ao do endométrio, mas fora do útero. Essa condição pode desencadear dor intensa e impactar, significativamente, o bem-estar físico, mental, social, sexual e reprodutivo das mulheres. Estima-se que a endometriose afete cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, sendo que, entre 30% a 50%, podem apresentar dificuldades para engravidar. Por ser uma patologia associada ao estrogénio e de natureza inflamatória, a sua progressão pode estar associada à saúde intestinal. Estudos recentes destacam a disbiose intestinal como um fator relevante no controlo da endometriose. Esta condição, refere-se ao desequilíbrio da microbiota intestinal, caracterizada pela proliferação de bactérias “más” e pela redução de bactérias “boas”. O conjunto de microrganismos que habitam o intestino, desempenham um papel importante no metabolismo de estrogénio. Para além disso, a presença de uma disbiose intestinal, pode levar a uma permeabilidade intestinal e com isso induzir inflamação. Quando estamos presentes a este quadro de desequilíbrio na metabolização e aumento de inflamação, cria-se um ambiente propício à progressão da endometriose. Manter a saúde intestinal deve ser uma prioridade, especialmente para mulheres com endometriose. Nesse contexto, a nutrição desempenha um papel fundamental. Intervenções nutricionais que promovam um equilíbrio na microbiota intestinal podem reduzir a inflamação característica da patologia e otimizar a metabolização do estrogénio. Para otimizar a saúde intestinal, é recomendável adotar uma alimentação com características anti-inflamatórias, incluindo: · Redução do consumo de: alimentos ultraprocessados, carnes vermelhas e enchidos, açúcares, farinhas refinadas e álcool. · Priorizando o consumo de: o Alimentos ricos em polifenóis, como frutos vermelhos, maçã, cebola, uvas, laranja, gengibre e curcuma. o Alimentos ricos em fibras, abundantemente presente nos vegetais e frutas. o Fontes de omega-3, como peixes, sementes e frutos oleaginosos. o Quantidade adequada de água para hidratação e regulação intestinal. o Hábitos saudáveis, incluindo a manutenção da atividade física regular. O consumo de probióticos e prebióticos também pode contribuir para a restauração do equilíbrio da microbiota e para a redução da permeabilidade intestinal. No entanto, a suplementação deve ser avaliada por um profissional de saúde. A adoção de estratégias nutricionais voltadas para a melhora da microbiota intestinal pode representar uma ferramenta valiosa no tratamento da endometriose, auxiliando na redução da inflamação e na melhora da qualidade de vida das pacientes.
17.06.2025
Professional Article
Conceição Calhau | Nutritionist, researcher, and Full Professor at Nova Medical School SUPPLEMENTATION THROUGHOUT LIFE Longevity is the challenge of the century. We no longer speak of active aging/healthy aging, but increasingly—and rightly so—of longevity. Aging is not a disease, and we should not think about health only in our more mature years. For women, in particular, this is very concerning. Menopause is talked about almost as if we were discussing an expiration date. And from expiration to the packaging, it’s only a moment. Health must be taken care of always, and not just at age 65 (an age of prejudice regarding the "elderly," which, incidentally, was defined in the last century—today, at 65, we still have a lot of life to live, and therefore, we are not "old" at all). Health in the feminine is more demanding because women have biological reasons (demanding reproductive functions whether during pregnancy, breastfeeding, or even menopause) and reasons of social pressure (that they must be beautiful, must be leaders, must be mothers, must be thin, must be women, must be, etc.) which cause them a great deal of anxiety. Despite this, the most important thing is to empower women with skills in the areas of health and self-care throughout their entire lives. Our health depends on many variables: genetic and environmental/modifiable, but beware, they must be cared for from the very beginning. Diet is one of these modifiable variables, and we know that we need to eat to obtain compounds that our body does not produce, which is why we need to obtain them from our diet. Regarding nutrition, today a diet is not designed based solely on a person's gender, age, and height. A diet must also be personalized according to each individual’s lifestyle and genetic characteristics. In food, we have macro (carbohydrates, fats, and proteins) and micronutrients (minerals and vitamins), as well as a vast dimension of bioactive compounds not defined as nutrients, such as phytochemicals, which have significant effects on our health. The truth is that obtaining everything from daily intake—that is, from food—is increasingly a challenge for several reasons: 1) We do not eat as well as we should (inadequate eating habits are one of the main causes of poor health in Portugal); 2) Today’s needs, compared to the routines/lifestyles of the past, are very different. In practice, we need less energy because we perform tasks with less significant energy demands, which results in greater sedentary behavior. Now, if we need less energy, the challenge is to choose foods with less energy value but that are nutritionally richer. Added to this are more demanding routines that result in greater inflammation and stress; 3) Natural foods—the raw materials—are different due to different climate contexts, primary production (whether animal or vegetable), the use of different agrochemicals, or even the shelf life of "fresh" foods that are no longer harvested and eaten immediately. In other words, the chemical composition of food today may be very different from the chemical composition of a few decades ago; 4) A large part of the population already presents with insulin resistance, hypertension, and has different nutritional needs and priorities. Phenomena of compromised digestive processes are manifesting, such as intolerances—that is, gastrointestinal complaints that warn that the absorption of vitamins and minerals may be diminished. In truth, individual clinical contexts should outline the trajectory of our health. I even give the example of the importance of monitoring Vitamin D levels to adjust supplementation and evaluating insulin sensitivity (HOMA-IR index) in order to anticipate diabetes. It is very important, whenever necessary, to correct diet, sleep, and physical exercise, as well as to know how to manage stress and take supplements when it makes clinical sense. However, the maxim of “if one supplement is good, three or more are better” makes no sense. The health of the immune system is increasingly a focus of clinical attention due to the chronic inflammation in which we live, to which we need to react because it is an aggression that, when not treated in a timely manner, can result in a risk of obesity, cancer, diabetes, neurodegenerative diseases, depression, among many others. For the proper functioning of the immune system, in addition to intestinal health, we must have adequate levels of Vitamin D and Vitamin C. With greater deprivation of carbohydrates and lower intake of cereals, we can have vitamin deficiencies—for example in the B complex—in these cases, supplementation can be a more immediate and effective solution.
11.06.2025
Professional Article
Marisa Branco | Pelvic Physiotherapist When we talk about women's health, it is important to address pelvic health. Pelvic health has a significant impact on quality of life, self-esteem, relationships and the mental health of all women. However, it is rarely talked about or well-known, even by health professionals, and ends up being neglected, undervalued and remedied. The pelvic floor, made up of muscles, nerves, ligaments and fascia, is the protagonist when it comes to this topic. Its function is to support the pelvic organs (bladder, uterus and rectum), urinary and fecal continence, and it plays an important role in sexual function. There are phases in a woman's life when the risk of pelvic floor dysfunction is higher, such as during pregnancy, postpartum and menopause, however, dysfunction can arise at any stage of a woman's life, from childhood. Pelvic floor dysfunction is reflected in symptoms such as urinary and/or fecal incontinence, pelvic organ prolapse (descent of the uterus, bladder or rectum), sexual pain, or even the inability to have intercourse and pelvic pain. Concerned and passionate about this topic, I have dedicated my clinical practice since 2019 to women's health, having created the space: “O Melhor de mim” [The Best of Me] in Santa Maria da Feira. In my consultations, I often see women who, because of leaking urine, always carry a change of clothes in their bag, or avoid going to concerts or festivals because it's difficult to get to the bathroom. Or women with sexual pain, who feel emotionally shaken, with shattered self-esteem and problems in their romantic relationships. Not to mention cases of women who, after childbirth, no longer control or recognize their own bodies. These are more common problems than you might imagine, lived in silence by many women who have already sought help and found no solution, by others who have not yet had the courage to seek help, and by those who don't even know that a solution exists. That is why I leave you with the following message: If you suffer from any pelvic dysfunction or want to prevent it from occurring, the solution is not to wear a sanitary pad daily, it is not to drink a glass of wine to relax before sexual intercourse and much less, to live your whole life this way, but rather to turn to pelvic physiotherapy. I hope that one day it will be as normal to go to physiotherapy to treat urinary incontinence or sexual pain as it is normal for a situation of lower back pain. WATCH VIDEO - Three exercises to combat and prevent pelvic floor dysfunction. WATCH VIDEO - Learn more about the prevalence of SEXUAL PAIN in women.